
Durante muito tempo, minha trajetória profissional passou por outros caminhos. Comunicação, projetos, criação, estratégia. Experiências que me ensinaram muito, mas que, em algum momento, começaram a pedir algo diferente: mais manualidade, mais silêncio, mais atenção aos detalhes. Algo feito com as mãos — e com tempo.
Foi assim que a luthieria entrou de vez na minha vida.
Hoje, atuo como luthier, trabalhando com manutenção, regulagem, elétrica e reparos em instrumentos de corda. Mas este blog nasce com um propósito claro: registrar a jornada real por trás da bancada. Não apenas os resultados finais, mas o processo, as decisões, os erros, os aprendizados e as pequenas vitórias que fazem parte do dia a dia de quem escolhe esse ofício.
A luthieria é uma mistura curiosa de técnica, paciência e sensibilidade. Cada instrumento conta uma história diferente. Alguns chegam pedindo apenas um ajuste fino. Outros trazem marcas do tempo, quedas, improvisos e tentativas mal-sucedidas de conserto. E todos eles exigem respeito — pelo instrumento e por quem toca.
Aqui, vou compartilhar:
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Bastidores da oficina
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Processos de regulagem e reparo
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Decisões técnicas (e por que elas importam)
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Reflexões sobre o ofício, o mercado e a relação do músico com seu instrumento
Este não é um espaço para promessas milagrosas ou fórmulas mágicas. É um diário honesto de quem escolheu trabalhar com madeira, metal, som e precisão — e que acredita que bons instrumentos nascem (e renascem) quando se respeita o processo.
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A bancada está aberta.
— Gus Luthier
